{"id":59,"date":"2024-09-21T11:00:04","date_gmt":"2024-09-21T09:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.univ-angers.fr\/empires\/?p=59"},"modified":"2024-11-14T15:07:06","modified_gmt":"2024-11-14T14:07:06","slug":"aac-portugues-encuadramento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.univ-angers.fr\/empires\/2024\/09\/21\/aac-portugues-encuadramento\/","title":{"rendered":"CFP &#8211; portugu\u00e9s"},"content":{"rendered":"<p>Encuadramento<br \/>\nDesde o colapso do bloco comunista, os imp\u00e9rios, que a hist\u00f3ria parecia ter enterrado, voltaram ao primeiro plano: a reivindica\u00e7\u00e3o de um imp\u00e9rio russo ressurgiu das cinzas da URSS, enquanto os Estados Unidos, sem advers\u00e1rio \u00e0 altura, reafirmaram a sua vontade de dom\u00ednio universal desde a invas\u00e3o do Kuwait em 1990<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>. Desde ent\u00e3o, por\u00e9m, a supremacia dos Estados Unidos continua a ser posta em causa por outras pot\u00eancias que aspiram a criar um mundo multipolar.<\/p>\n<p>A Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica est\u00e1 preocupada com o regresso da quest\u00e3o imperial, tanto historicamente como na atualidade. Nos \u00faltimos anos, tivemos tamb\u00e9m de reparar o papel e o poder crescente de algumas das antigas col\u00f3nias (como o Brasil, membro dos BRICS), o que significa que temos de abandonar a perspetiva bin\u00e1ria de metr\u00f3poles e de antigas col\u00f3nias.<\/p>\n<p>A Espanha, pot\u00eancia m\u00e9dia no final do s\u00e9culo XX, tornou-se, no in\u00edcio dos anos 2000, o segundo maior investidor nas suas antigas possess\u00f5es americanas, atr\u00e1s dos Estados Unidos, que se apoderaram da sua \u00faltima col\u00f3nia em 1898. Portugal, por seu lado, tenta manter la\u00e7os culturais e, sobretudo, econ\u00f3micos e pol\u00edticos na estrutura dos Pa\u00edses Africanos de L\u00edngua Oficial Portuguesa (PALOP), \u00faltimos vest\u00edgios do seu imp\u00e9rio desvanecido.<\/p>\n<p>O imp\u00e9rio estrutura tanto a hist\u00f3ria da pen\u00ednsula como a hist\u00f3ria das pot\u00eancias ib\u00e9ricas. Tendo sido parte integrante dos imp\u00e9rios romano e om\u00edada, a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica foi, em muitos aspetos, um imp\u00e9rio: porque Afonso VI, no auge do Reino de Le\u00e3o, quis colocar-se acima dos outros reinos da Reconquista e intitulou-se \u00ab\u00a0Imperador de todas as na\u00e7\u00f5es de Espanha\u00a0\u00bb; porque a partir de 1516 ela fez parte dos territ\u00f3rios do Imp\u00e9rio de Carlos V e depois, em 1580, passou a integrar Portugal e as suas possess\u00f5es coloniais; porque era o centro de uma imensa \u00e1rea descont\u00ednua de religi\u00e3o cat\u00f3lica e de l\u00edngua castelhana, \u00ab\u00a0companheira do imp\u00e9rio\u00a0\u00bb, nas palavras do gram\u00e1tico Ant\u00f3nio de Nebrija, seguindo uma l\u00f3gica de dom\u00ednio das outras l\u00ednguas peninsulares. Um imp\u00e9rio cuja base metropolitana, firmemente estabelecida por Isabel, a Cat\u00f3lica, apesar do seu car\u00e1cter comp\u00f3sito, enfraqueceu posteriormente at\u00e9 ao desastre da perda de Cuba e das Filipinas em 1898. Por fim, o Imp\u00e9rio Portugu\u00eas, cujos primeiros alicerces foram lan\u00e7ados em 1415 com a conquista de Ceuta, e cuja apropria\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ao longo da rota da \u00cdndia foi crescendo at\u00e9 ao in\u00edcio do processo de descoloniza\u00e7\u00e3o iniciado ap\u00f3s o 25 de abril de 1974.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o ib\u00e9rica foi profundamente marcada pelo desaparecimento de imp\u00e9rios, embora em momentos diferentes. O colapso dos imp\u00e9rios coloniais espanhol e portugu\u00eas revelou at\u00e9 que ponto a pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o em Espanha e em Portugal dependia das suas possess\u00f5es extra-metropolitanas. Obrigou as duas pot\u00eancias a recentrarem-se na Europa, o que em Espanha se traduziu numa pol\u00edtica colbertista at\u00e9 meados do franquismo, coroada de um sucesso desigual, mas real. Enquanto a Espanha de Juan Carlos mantinha o desejo de preservar os la\u00e7os com as suas antigas col\u00f3nias, Portugal democr\u00e1tico caracterizava-se por um esquecimento quase instant\u00e2neo da exist\u00eancia do seu antigo imp\u00e9rio, mesmo que alguns n\u00e3o se resolvessem com a perda de uma proje\u00e7\u00e3o imperial.<\/p>\n<p>No caso da Espanha, o discurso pol\u00edtico do s\u00e9culo XX revela que os seus dirigentes nunca deixaram de querer recuperar a influ\u00eancia sobre os territ\u00f3rios perdidos, primeiro culturalmente, devido \u00e0 falta de meios e de capital<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[2]<\/a>, depois economicamente, \u00e0 medida que a sua riqueza aumentava<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[3]<\/a>. O franquismo foi guiado pelo desejo de reviver o imp\u00e9rio glorioso, tanto sobre todas as na\u00e7\u00f5es de Espanha, contra os novos infi\u00e9is que eram os \u00ab\u00a0vermelhos\u00a0\u00bb, como sobre o mundo, atrav\u00e9s da difus\u00e3o da cultura espanhola e da religi\u00e3o cat\u00f3lica, resumida na express\u00e3o \u00ab\u00a0comunidade de destino no universal\u00a0\u00bb da Falange. Mas o desejo de fazer renascer o imp\u00e9rio assumiu outras formas para al\u00e9m da <em>Hispanidad<\/em> de Franco. Em primeiro lugar, coincidiu com o seu colapso definitivo, uma vez que a ideia de ra\u00e7a, uma comunidade cultural, espiritual e religiosa, se tinha desenvolvido desde o final do s\u00e9culo XIX. Em segundo lugar, sobreviveu, sob a forma de \u00ab\u00a0soft power\u00a0\u00bb, despejado da sua componente religiosa, vis\u00edvel nos discursos reais da democracia. Mas a quest\u00e3o \u00e9 complexa em dois aspetos: temos de ter em conta o desenvolvimento desta ideia de ra\u00e7a na Am\u00e9rica, onde foi amplamente promovida no in\u00edcio do s\u00e9culo XX<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[4]<\/a>. \u00c9 igualmente necess\u00e1rio ter em conta a promo\u00e7\u00e3o da ideia de imp\u00e9rio na Catalunha, e n\u00e3o apenas no centro madrileno<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[5]<\/a>. Por outro lado, a partir de 1898, a vontade de reavivamento depara-se com a forma\u00e7\u00e3o de grandes pot\u00eancias regionais entre estas antigas col\u00f3nias independentes, como o Brasil e o M\u00e9xico, paralelamente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o crescente do legado dos imp\u00e9rios pr\u00e9-hisp\u00e2nicos, nomeadamente os Incas e os Astecas.<\/p>\n<p>No caso de Portugal, o Imp\u00e9rio esteve no centro do pensamento intelectual e da aten\u00e7\u00e3o dos sucessivos poderes portugueses durante os s\u00e9culos XIX e XX. O apego visceral \u00e0 quest\u00e3o imperial mostra um pa\u00eds traumatizado pela perda do Brasil (1822-1825) e que tudo fez para que a hist\u00f3ria n\u00e3o se repetisse. Assim, as \u00faltimas d\u00e9cadas da Monarquia foram marcadas por tens\u00f5es imperiais europeias na \u00c1sia e sobretudo em \u00c1frica, como quando o Ultimato de 1890 quase abalou a velha alian\u00e7a com a coroa brit\u00e2nica. De igual modo, durante o curto per\u00edodo republicano, e mais ainda durante a ditadura entre 1926 e 1974, a quest\u00e3o imperial estruturou o pensamento dos detentores do poder, ao ponto de arrastar a metr\u00f3pole para a espiral da guerra colonial, que foi tamb\u00e9m o principal fator que levou \u00e0 queda do regime autorit\u00e1rio portugu\u00eas. Celebrado com for\u00e7a nas datas de 1940 e de 1960, o Imp\u00e9rio foi um pilar do regime e o s\u00edmbolo de um Portugal que n\u00e3o pretendia limitar-se \u00e0 Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[6]<\/a>. O lusotropicalismo de Gilberto Freyre, por exemplo, foi utilizado pelas autoridades para caraterizar o excecionalismo colonial portugu\u00eas e para defender a n\u00edvel internacional uma forma \u00fanica de construir um imp\u00e9rio, apresentado como isento de viol\u00eancia e promotor da mesti\u00e7agem<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[7]<\/a>. A cegueira perante os desafios do s\u00e9culo levou o Presidente do Conselho, Ant\u00f3nio de Oliveira Salazar, a defender a pol\u00edtica colonial de um pa\u00eds \u00ab\u00a0orgulhosamente s\u00f3\u00a0\u00bb, apesar da inexor\u00e1vel luta pela independ\u00eancia dos pa\u00edses africanos.<\/p>\n<p>A \u00eanfase \u00e9 posta na releitura dos imp\u00e9rios espanhol e portugu\u00eas no contexto da competi\u00e7\u00e3o entre pot\u00eancias que visam o dom\u00ednio universal (EUA, Europa, China, Ummah&#8230;).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Temas poss\u00edveis:<\/p>\n<p>&#8211; Operacionalidade do conceito pol\u00edtico (distinto de hegemonia, domina\u00e7\u00e3o, etc.)<\/p>\n<p>&#8211; Rela\u00e7\u00f5es internacionais vs. geopol\u00edtica<\/p>\n<p>&#8211; Periodiza\u00e7\u00e3o (por pa\u00eds\/compara\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>&#8211; Discursos relativos \u00e0 reconstitui\u00e7\u00e3o, sob outras formas, de antigos imp\u00e9rios (revivalismo). Utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos de soft power. Estrat\u00e9gias para lidar com os \u00ab\u00a0imp\u00e9rios\u00a0\u00bb actuais (EUA, China, R\u00fassia).<\/p>\n<p>&#8211; An\u00e1lise dos actores, das t\u00e9cnicas e dos objectos do desenvolvimento econ\u00f3mico nos imp\u00e9rios antigos<\/p>\n<p>&#8211; Mitos, imagina\u00e7\u00e3o, simbolismo e representa\u00e7\u00f5es dos imp\u00e9rios,<\/p>\n<p>&#8211; Lugares e espa\u00e7os da mem\u00f3ria imperial (ou contra-imperial)<\/p>\n<p>&#8211; Debates em torno de: Alian\u00e7a Ib\u00e9rica \/ Europeiza\u00e7\u00e3o \/ Integra\u00e7\u00e3o hispano-europeia \/ Ibero-Americanismo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>BAI\u00c3O, Ant\u00f3nio; CIDADE, Hern\u00e2ni; M\u00daRIAS, Manuel (eds.), Hist\u00f3ria da Expans\u00e3o Portuguesa no Mundo, Lisboa, Editorial \u00c1tica, 1937-1940, 3 volumes.<\/p>\n<p>BLINKHORN, Martin, \u00ab\u00a0Spain: The &lsquo;Spanish problem&rsquo; and the imperial myth\u00a0\u00bb, in Journal of Contemporary History, vol. 15, n.\u00ba 1, Imperial Hangovers, JAN. 15, n.\u00ba 1, Imperial Hangovers, Jan. 1980, pp. 5-25<\/p>\n<p>BORZOVA, Anna, \u00ab\u00a0Comparative Analysis of the Spanish and Portuguese &lsquo;Soft Power&rsquo; Models\u00a0\u00bb, in Contemporary Europe vol. 103 (3), junho de 2021, pp. 38-49 [em russo] [<a href=\"http:\/\/www.sov-europe.ru\/images\/pdf\/2021\/3-2021\/Borzova-3-21.pdf\">http:\/\/www.sov-europe.ru\/images\/pdf\/2021\/3-2021\/Borzova-3-21.pdf<\/a>]<\/p>\n<p>CAMPOS MATOS, S\u00e9rgio, Iberismos. Na\u00e7\u00e3o e Transna\u00e7\u00e3o, Portugal e Espanha, c. 1807-c. 1931, Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2017.<\/p>\n<p>CASTELO, Cl\u00e1udia, \u00ab\u00a0O modo portugu\u00eas de estar no mundo. O Lusotropicalismo e a Ideologia colonial portuguesa (1933-1961), Porto, Afrontamento, 1999.<\/p>\n<p>CHAKRABARTY Dipesh, Provincializing Europe: Postcolonial Thought and Historical Difference, Princeton University Press, 2000.<\/p>\n<p>DEL ARENAL, Celestino, 1976-1992, una nueva etapa en las relaciones de Espa\u00f1a con Iberamerica, Madrid, Casa de Am\u00e9rica, 1994.<\/p>\n<p>DELGADO, Lorenzo, Diplomacia franquista y pol\u00edtica cultural hacia Iberoam\u00e9rica, 1939-1953 Madrid, CSIC, 1988.<\/p>\n<p>DELGADO, Lorenzo, Imperio de papel, Madrid, Consejo Superior de Investigaciones Cient\u00edficas, 1992.<\/p>\n<p>DULUCQ Sophie, GODICHEAU Fran\u00e7ois, GRENET Mathieu, ROZEAUX S\u00e9bastien, SUAREZ Modesta (ed.), Au coeur des empires. Destins individuels et logiques imp\u00e9riales, XVIe-XXIe si\u00e8cle, Paris, CNRS \u00c9ditions, 2024.<\/p>\n<p>DUROSELLE, Jean-Baptiste, Tout empire p\u00e9rira. Th\u00e9orie des relations internationales, Paris, Publications de la Sorbonne, 1981.<\/p>\n<p>DUVERGER, Maurice (ed.), Le concept d&#8217;empire, Paris, PUF, 1980.<\/p>\n<p>FERN\u00c1NDEZ SEBASTI\u00c1N, Javier (ed.), Diccionario pol\u00edtico y social del mundo iberoamericano, Madrid, CEPC, tomo III.<\/p>\n<p>GILISSEN, John (ed.), Les grands empires, Bruxelas, \u00c9ditions de la Librairie Encyclop\u00e9dique, 1973.<\/p>\n<p>GUENIFFEY, Patrice, LENTZ, Thierry (eds.), La fin des empires, Paris, Perrin, 2016.<\/p>\n<p>KOEBNER, Richard, Empire, New York University Press, 1961.<\/p>\n<p>MARCILHACY, David, Raza hispana. Hispanoamerica y lo imaginario nacional en la Espa\u00f1a de la Restauraci\u00f3n, Madrid, Centro de Estudios pol\u00edticos y constitucionales, 2010.<\/p>\n<p>MOTYL, Alexander J, Imperial Ends. The decay, collapse, and revival of empires, Nova Iorque, Columbia University Press, 2001.<\/p>\n<p>MUNKLER, Herfried, Empires. The logic of world domination from Ancient Rome to the United States, Cambridge, Polity, 2007.<\/p>\n<p>PERES, Dami\u00e3o, (ed.), Hist\u00f3ria de Portugal, Barcelos, Edi\u00e7\u00e3o Portucalense, 1928 a 1935, 7 volumes.<\/p>\n<p>PRIEGO, Alberto, \u00ab\u00a0O soft power espanhol e o seu modelo estrutural (N\u00c3O tradicional) de diplomacia\u00a0\u00bb, in Pol\u00edtica Externa Espanhola Contempor\u00e2nea, 2014, pp. 62-77.<\/p>\n<p>SARIAS RODR\u00cdGUEZ, David, JIM\u00c9NEZ REDONDO, Juan Carlos, Centinelas de Occidente: intelectuales e ideolog\u00eda en la modernizaci\u00f3n de los imaginarios geopol\u00edticos de las dictaduras peninsulares (1928-1975), Floren\u00e7a, Casalini\/Dykinson, 2020.<\/p>\n<p>TULARD, Jean (ed.), Les empires occidentaux de Rome \u00e0 Berlin, Paris, PUF, 1997.<\/p>\n<p>UCELAY DA CAL, Enric, El imperialismo catal\u00e1n, Barcelona, Edhasa, 2003.<\/p>\n<p>WERNECK VIANNA, Luiz, A revoluc\u00e3o passiva. Iberismo e americanismo no Brasil, Rio de Janeiro, Revan, 1997.<\/p>\n<p>ZUNIGA Jean-Paul, \u00ab\u00a0L&rsquo;Histoire imp\u00e9riale \u00e0 l&rsquo;heure de l&rsquo;histoire globale\u00a0\u00bb, Revue d&rsquo;histoire moderne contemporaine, vol. 54-4bis, n.\u00ba 5, 2007, pp. 54-68.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1<\/p>\n<p>2<\/p>\n<p>3<\/p>\n<p>4<\/p>\n<p>5<\/p>\n<p>6<\/p>\n<p>7<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[1]<\/a> \u00c9 o que Alexander J. Motyl assinala em <em>Imperial Ends. The decay, collapse, and revival of Empires<\/em> (Nova Iorque, Columbia University Press, 2001) e Herfried Munkler em <em>Empires. The logic of world domination from Ancient Rome to the United States<\/em> (Cambridge, Polity, 2007). O primeiro sublinha o ressurgimento do imp\u00e9rio russo, enquanto o segundo destaca a voca\u00e7\u00e3o imperial dos Estados Unidos e da Europa como contrapeso.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[2]<\/a> Trata-se do \u00ab\u00a0imp\u00e9rio do papel\u00a0\u00bb, descrito por Lorenzo Delgado no seu livro hom\u00f3nimo (<em>Imperio de papel<\/em>, Madrid, Consejo Superior de Investigaciones Cient\u00edficas, 1992).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[3]<\/a> Na sua obra anterior, <em>Diplomacia franquista y pol\u00edtica cultural hacia Iberoam\u00e9rica, 1939-1953<\/em> (Madrid, CSIC, 1988), o mesmo autor cita o diplomata Alfredo S\u00e1nchez Bella, comparando as rela\u00e7\u00f5es culturais com as antigas col\u00f3nias a um noivado, seguido de la\u00e7os econ\u00f3micos.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[4]<\/a> David Marcilhacy, <em>Raza hispana. Hispanoamerica y lo imaginario nacional en la Espa\u00f1a de la Restauraci\u00f3n<\/em>, Madrid, Centro de Estudios pol\u00edticos y constitucionales, 2010.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[5]<\/a> Enric Ucelay da Cal escreveu uma obra exaustiva sobre a componente catal\u00e3 do discurso imperial, contrariando a ideia generalizada de que se tratava de um discurso exclusivamente castelhano (<em>El imperialismo catal\u00e1n<\/em>, Barcelona, Edhasa, 2003). Devido \u00e0 falta de poder mar\u00edtimo, a Coroa de Arag\u00e3o, de que a Catalunha fazia parte, n\u00e3o conseguiu estabelecer o seu imp\u00e9rio mediterr\u00e2nico no s\u00e9culo XV.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[6]<\/a> Veja-se, por exemplo, o lugar do imp\u00e9rio na Hist\u00f3ria de Portugal editada por Dami\u00e3o Peres (Dami\u00e3o Peres, (dir.), <em>Hist\u00f3ria de Portugal<\/em>, Barcelos, Edi\u00e7\u00e3o Portucalense, 1928 a 1935, 7\u00a0volumes), obra monumental escrita no final da d\u00e9cada de 1920 e na d\u00e9cada de 1930, mas tamb\u00e9m uma obra coletiva centrada no imp\u00e9rio e publicada no \u00e2mbito das comemora\u00e7\u00f5es de 1940 (Ant\u00f3nio Bai\u00e3o, Hern\u00e2ni Cidade, Manuel M\u00farias (dir.), <em>Hist\u00f3ria da Expans\u00e3o Portuguesa no Mundo<\/em>, Lisboa, Editorial \u00c1tica, 1937-1940, 3 volumes).<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[7]<\/a> Cl\u00e1udia Castelo, <em>O modo portugu\u00eas de estar no mundo. O Lusotropicalismo e a Ideologia colonial portuguesa (1933-1961),<\/em> Porto, Afrontamento, 1999.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encuadramento Desde o colapso do bloco comunista, os imp\u00e9rios, que a hist\u00f3ria parecia ter enterrado, voltaram ao primeiro plano: a reivindica\u00e7\u00e3o de um imp\u00e9rio russo ressurgiu das cinzas da URSS, enquanto os Estados Unidos, sem advers\u00e1rio \u00e0 altura, reafirmaram a sua vontade de dom\u00ednio universal desde a invas\u00e3o do Kuwait em 1990[1]. 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